Kite surf e upcycling: do lixo à inovação

Quem pratica sabe: o kite surf é um esporte apaixonante! Criado em 1985 pelos irmãos franceses Bruno e Dominique Legaignoux, o kite se popularizou em 1995, quando as primeiras pipas começaram a ser fabricadas.

Hoje, o esporte leva uma legião de fãs para as praias que são conhecidas pelo vento. Uma delas, a Barra Grande aqui no Piauí, é onde fica localizada o Hostel Raízes. Além de reunir uma galera apaixonada, o kite surf vem mostrando que é possível ir além de onde o vento leva. Pelo mundo, a pipa virou matéria prima para projetos sustentáveis que unem kite surf e upcycling, dando uma nova vida para os kites e também para pessoas. Confira!

Um pouco de história

Usar uma pipa para navegar pelo vento não é uma exclusividade do kite surf. Antes mesmo do esporte, muita gente já usou uma pipa para impulsionar canoas, patins, patins no gelo, esquis e até esquis aquáticos. Até na China antiga, a pipa já era utilizada pra auxiliar barcos no transporte de materiais pesados.

Embora usar uma pipa para navegar no vento não seja uma novidade na história, a grande inovação dos irmãos Legaingnoux foi criar uma pipa inflável. Isso permite que, mesmo que o kite caia na água, ele não afunde, além de ser possível reerguê-lo em um ângulo de 10° contra o vento.

     

Leveza e técnica

Além da pipa inflável, o material do kite é outra questão importante. As pipas evoluíram bastante e hoje são bem mais seguras para controlar e mais fáceis de carregar. Os materiais utilizados também são mais eficientes e contam com uma alta tecnologia de fabricação.

Um bom kite, além de leve, precisa ser impermeável, resistente aos raios UV, duráveis e elásticos, além de serem herméticos, para promover uma boa navegabilidade. Dependendo do tipo de kite, o material utilizado é diferente, bem como, as técnicas de construção.

Ao contrário do que muita gente pensa, o kite não é feito de um único tecido. Cada pipa é construída de uma combinação de estruturas, painéis e tecidos que são focados para a performance. Hoje, a maioria dos kites utiliza o poliéster, por conta da resistência aos raios UV. Porém, materiais como poliuretano, kevlar balístico, neoprene, dacron, entre outros podem ser utilizados.

Apesar da alta tecnologia facilitar a navegação e a performance, os kites tem um preço final bastante elevado. E, muitas vezes quando o kite é danificado, não é possível apenas costurar a pipa. Por isso, é comum que ela acabe inutilizada.

   

Kite surf e upcycling: do lixo à inovação

Mas, mesmo sem poder utilizar os kites, nem tudo está perdido! Pelo menos é o que mostra o Kite Pride, um projeto sustentável desenvolvido em Tel Aviv, Israel.

Pensando nos resíduos gerados pelos kites e na questão social de Tel Aviv, o projeto usa o upcycling para dar vida nova as pipas e também a quem já foi vítima do tráfico de pessoas.

O projeto usa o material de kites que foram inutilizados para fazer bolsas, mochilas, nécessaires e até babadores. Por se tratar de um material leve, resistente e impermeável, o material dos kites inutilizados são perfeitos para criar esse tipo de produto.

Todo os kites são doados por esportistas de Tel Aviv e do mundo. Quem quiser contribuir é só enviar seu kite inutilizado para lá.

O upcycling é uma tendência não apenas no mundo do esporte, como também da moda e até dos móveis. Essa técnica utiliza o reaproveitamento de materiais e objeto para criar novos itens, muitas vezes com funções e maior valor agregado.

A Kite Pride é um projeto de kite surf e upcycling pioneiro de Tel Aviv. Outras iniciativas semelhantes também andam se espalhando pelo mundo e parecem ser tendência. No Brasil, a ideia é novidade. Mas, quem sabe a ideia inspire novos projetos por aqui!

Você já conhecia projetos sustentáveis envolvendo upcycling e kite surf? É fã do esporte? Então, venha conhecer Barra Grande e não deixe de se hospedar com a gente! Clique aqui e faça sua reserva!

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